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Contribui��o Marginal - Uma ferramenta gerencial que pode melhorar a avalia��o de resultados da gr�fica
Contribui��o Marginal - Uma ferramenta gerencial que pode melhorar a avalia��o de resultados da gr�fica.

 

 

Em virtude do ramo gr�fico produzir sob encomenda, o acompanhamento da realiza��o de custos fixos sempre foi mais trabalhosa que aqueles segmentos industriais cujos produtos e volumes podem obedecer a uma padroniza��o (mesmo que por curto per�odo de tempo).

Por conseq��ncia desta caracter�stica, o acompanhamento da contribui��o marginal gerada pelo faturamento da gr�fica, constitui-se em uma grande ferramenta para avaliar a realiza��o de seus custos fixos.

Neste artigo, a CALCGRAF mostrar� ao empres�rio gr�fico, o conceito de Contribui��o Marginal e como ele pode ser aplicado de forma eficiente na administra��o de seu neg�cio.

1. O que � contribui��o marginal.

� a diferen�a entre o valor faturado e os custos vari�veis gerados pela produ��o e venda do bem (materiais, servi�os externos, impostos, comiss�es e juros). Em outras palavras, pode ser definido como a soma dos custos de transforma��o e o lucro l�quido obtido na comercializa��o do produto.

Tomemos como exemplo o seguinte c�lculo de produto gr�fico:

(a) Materiais Diretos

Papel
$1.600,00
Tinta
$200,00
Chapa
$100,00
Mat.Diversos
$100,00
TOTAL
$2.000,00

(b) Custos de Transforma��o (m�o-de-obra)

Pr�-impress�o
$200,00
Impress�o
$900,00
Acabamento
$300,00
TOTAL
$1.400,00

(c) Servi�os Externos (terceiriza��es)

Plastifica��o
$400,00
TOTAL
$400,00

(d) Total do Custo de Produ��o (a)+(b)+(c)

TOTAL
$3.800,00

(e) Custos de Venda

Comiss�es (5%)
$ 304,00
Impostos (9%)
$ 547,20
Juros (3,5%)
$212,80
TOTAL
$1.064,00

(f) Lucro

LUCRO (20%)
$1.216,00

Pre�o de Venda (d)+(e)+(f)

$ 6.080,00

 

Contribui��o Marginal

= Pre�o de Venda ? Materiais ? Servi�os Externos - Custos de Venda

= 6.080,00 ? 2.000,00 ? 400,00 ? 1.064,00

ou

= Custo de Transforma��o + Lucro

= 1.400,00 + 1.216,00

= 2.616,00 (43% do pre�o de venda)

2. Como usar a contribui��o marginal.

O primeiro passo � levantar a soma dos custo fixos da gr�fica (sal�rios, encargos sociais, despesas fixas como aluguel, telefone etc. e deprecia��es) no per�odo de um m�s. Em seguida, deve-se obter a soma das contribui��es marginais de todos os trabalhos faturados no m�s.

Para obter-se o resultado operacional do per�odo, deduz-se o custo fixo da soma da contribui��o marginal.

Exemplo 1:

Soma da contribui��o marginal $ 60.000,00

Custo fixo (-) $ 50.000,00

Resultado (lucro) (=) $ 10.000,00

Exemplo 2:

Soma da contribui��o marginal $ 45.000,00

Custo fixo (-) $ 50.000,00

Resultado (preju�zo) (=) ($ 5.000,00)

O exemplo 1 demonstra resultado positivo (lucro) de $ 10.000,00, ou seja, a contribui��o marginal gerada pelo faturamento foi suficiente para pagar os custos fixos e deixar saldo positivo.

J� no segundo exemplo, o resultado foi de preju�zo, j� que os custos fixos n�o foram cobertos pela contribui��o do faturamento.

� importante ressaltar que no exemplo 2, os pedidos n�o teriam necessariamente pre�os com margens negativas (preju�zo) em sua forma��o. Neste caso, as vendas estariam abaixo da capacidade instalada, gerando ociosidade. Consequentemente, a lucratividade embutida nas vendas realizadas � "utilizada" para realizar custo fixo dos setores ociosos.

Uma pol�tica de pre�os afinada com a leitura da contribui��o marginal acumulada por centros de custo, ajuda a evitar a situa��o descrita no exemplo 2, pois alguns pre�os poderiam ser negociados de forma a "preencher" o tempo de produ��o e evitar a transferencia do lucro de "bons pedidos" para os centros deficit�rios.

3. Calculando o faturamento de equil�brio prov�vel.

O faturamento de equil�brio (break even point) � aquele que gera contribui��o marginal suficiente para pagar os custos fixos.

Na ind�stria gr�fica, este valor n�o � exato na medida que a contribui��o marginal flutua conforme a forma��o do custo de produ��o (rela��o mat�ria-prima/m�o-de-obra), volumes produzidos, al�m dos markups de venda (varia��es na tributa��o e comiss�es).

Por�m, o estabelecimento de uma meta de faturamento sempre � interessante, principalmente quando se trabalha com vendedores.

Para calcular o faturamento de equil�brio, toma-se o custo fixo da gr�fica e divide-se pelo percentual m�dio de contribui��o marginal do faturamento.

Exemplo:

Custo fixo $ 50.000,00

Contribui��o marginal m�dia dos �ltimos 30 dias: 40%

Faturamento de Equil�brio = 50.000,00 / 0,4 = 125.000,00

Aten��o: o percentual de contribui��o marginal deve ser obtido na forma de m�dia ponderada, ou seja, deve-se dividir o valor total de contribui��o marginal de um m�s pelo total de faturamento do mesmo per�odo, e n�o simplesmente pela m�dia aritm�tica dos percentuais dos trabalhos faturados.

4. Conclus�o

Para que a leitura da contribui��o marginal seja confi�vel, � fundamental que:

 

  1. a forma��o do pre�o de venda leve em considera��o todos os custos (produ��o e venda) e que os mesmos sejam apurados de forma correta (tarifas e levantamento de quantidades);

     

     

  2. os custos fixos estejam corretamente apurados (vide Artigo T�cnico? Saiba como fazer seu mapa de custos ).

     

 

 

 

 

Fonte: Calcgraf
Autor: Rosana Blasio 
Publica��o: 10/04/2004
T�pico: Gerenciamento



Data: 11-10-2004





         
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