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Como calcular a contribuição marginal

Como calcular a contribuição marginal

Em virtude do ramo gráfico produzir sob encomenda, o acompanhamento da realização de custos fixos sempre foi mais trabalhosa que aqueles segmentos industriais cujos produtos e volumes podem obedecer a uma padronização (mesmo que por curto período de tempo).

Por consequência desta característica, o acompanhamento da contribuição marginal gerada pelo faturamento da gráfica, constitui-se em uma grande ferramenta para avaliar a realização de seus custos fixos.

Neste artigo, a CALCGRAF mostrará ao empresário gráfico, o conceito de Contribuição Marginal e como ele pode ser aplicado de forma eficiente na administração de seu negócio.

CONTRIBUIÇÃO MARGINAL PASSO A PASSO

1. O que é contribuição marginal

2. Como usar a contribuição marginal

3. Calculando o faturamento de equilíbrio provável

4. Conclusão

É a diferença entre o valor faturado e os custos variáveis gerados pela produção e venda do bem (materiais, serviços externos, impostos, comissões e juros). Em outras palavras, pode ser definido como a soma dos custos de transformação e o lucro líquido obtido na comercialização do produto.

Tomemos como exemplo o seguinte cálculo de produto gráfico:

contribuicao-marginal-o-que

O primeiro passo é levantar a soma dos custo fixos da gráfica (salários, encargos sociais, despesas fixas como aluguel, telefone etc. e depreciações) no período de um mês. Em seguida, deve-se obter a soma das contribuições marginais de todos os trabalhos faturados no mês.

Para obter-se o resultado operacional do período, deduz-se o custo fixo da soma da contribuição marginal.

Exemplo 1:
Soma da contribuição marginal R$ 60.000,00 – Custo fixo R$ 50.000,00
Resultado = R$ 10.000,00 (lucro)

Exemplo 2:
Soma da contribuição marginal R$ 45.000,00 – Custo fixo R$ 50.000,00
Resultado = – R$ 5.000,00 (prejuízo)

O exemplo 1 demonstra resultado positivo (lucro) de $ 10.000,00, ou seja, a contribuição marginal gerada pelo faturamento foi suficiente para pagar os custos fixos e deixar saldo positivo.

Já no segundo exemplo, o resultado foi de prejuízo, já que os custos fixos não foram cobertos pela contribuição do faturamento.

É importante ressaltar que no exemplo 2, os pedidos não teriam necessariamente preços com margens negativas (prejuízo) em sua formação. Neste caso, as vendas estariam abaixo da capacidade instalada, gerando ociosidade. Consequentemente, a lucratividade embutida nas vendas realizadas é “utilizada” para realizar custo fixo dos setores ociosos.

Uma política de preços afinada com a leitura da contribuição marginal acumulada por centros de custo, ajuda a evitar a situação descrita no exemplo 2, pois alguns preços poderiam ser negociados de forma a “preencher” o tempo de produção e evitar a transferencia do lucro de “bons pedidos” para os centros deficitários.

O faturamento de equilíbrio (break even point) é aquele que gera contribuição marginal suficiente para pagar os custos fixos.

Na indústria gráfica, este valor não é exato na medida que a contribuição marginal flutua conforme a formação do custo de produção (relação matéria-prima/mão-de-obra), volumes produzidos, além dos markups de venda (variações na tributação e comissões).

Porém, o estabelecimento de uma meta de faturamento sempre é interessante, principalmente quando se trabalha com vendedores.

Para calcular o faturamento de equilíbrio, toma-se o custo fixo da gráfica e divide-se pelo percentual médio de contribuição marginal do faturamento.

Exemplo 1
Custo fixo R$ 50.000,00

Contribuição marginal média dos últimos 30 dias: 40%

Faturamento de Equilíbrio = 50.000,00 / 0,4 = R$ 125.000,00

ATENÇÃO

o percentual de contribuição marginal deve ser obtido na forma de média ponderada, ou seja, deve-se dividir o valor total de contribuição marginal de um mês pelo total de faturamento do mesmo período, e não simplesmente pela média aritmética dos percentuais dos trabalhos faturados.

Para que a leitura da contribuição marginal seja confiável, é fundamental que:

1 – a formação do preço de venda leve em consideração todos os custos (produção e venda) e que os mesmos sejam apurados de forma correta (tarifas e levantamento de quantidades)

2 – os custos fixos estejam corretamente apurados (vide Artigo Técnico: Saiba como fazer seu mapa de custos)

FORMAÇÃO DE PREÇO CONFIÁVEL E VANTAGEM COMPETITIVA

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